quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Não sou otimista.
Procuro uma música que seja tão fria quanto esse inverno. Eu sei que ela esta com raiva de mim, e não é pra menos, eu também sou tão fria quanto esse vento que sacode a minha janela. Este som por sua vez, deve se sentir incompatível, pois ele sabe que não vai conseguir me fazer chorar com essa guitarra, bateria e voz grave.
A música acabou eu sei disso, mas ainda não achei um momento certo pra toca-lá ou ouvi-lá. Não vou conseguir encontrar ela, nunca.Quando o frio chega eu quero correr pra me aquecer. Eu quero correr muito, até não achar o caminho de volta pra casa. Ele até que é gostoso, mas o calor, ele sim, me joga pra de baixo do tapete.
Por quantas vezes eu me imaginei correndo, em uma estrada de tijolos, rodeada de árvores e vazia.Essa estrada eu já vi uma vez, eu tinha 10 anos, e nunca me senti tão pequena e livre. É uma rua estreita passam dois carros no máximo, as folhas não paravam de cair, tem pequenos pontos de luz, tudo que eu queria era descer do carro e correr até o fim do caminho. Por quantas vezes já me vi não voltando. E foram tantas as vezes que pensei bem mais do que deveria. Sou consumida por extremos, se não me queimo me afogo. Gosto de pensar que tenho tranquilidade e que sei lidar com isso bem.
Dormi com o mesmo jeans. Tenho acordado com o pé esquerdo toda manhã. Não fui a aula mas passei o dia inteiro com o uniforme. O que eu tenho? Não sei dizer. Alias eu não sei mais nada de mim. O que sou, o que eu fui, o que eu posso ser. Tudo é obscuro demais pra mim. Minha mente não acompanha mais o meu corpo. E meu corpo, por sua vez, não acompanha mais nada. Eu sou uma luta imaterial, sou uma guerra, sou a desordem.
[Não sou otimista. - Brenda Stelys]
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