segunda-feira, 22 de agosto de 2011

' eu não sei quem eu sou, quem eu sou sem você;

Você esta indo embora e eu não quero me importar, pois sei que vai doer e ninguém vai segurar a minha mão. Porém estou cansada e você mais do que ninguém deveria saber como estou desgastada, sem rumo. Eu também tenho o direito de "não aguentar mais", de ser respeitada e não crescer. Sei que nada vai diferenciar as coisas, assim como você "não tenho coragem de mudar".
Droga, não me faça desistir. Vai realmente deixar as coisas se apagarem?
Porque não para de jogar as coisas na minha cara? Se você não confia em mim eu deveria mesmo acreditar que isso é real? Não cobre de mim o que você não consegue fazer, pois eu já não sei viver com isso. Você deveria saber que me machuca também.
E de novo eu não sei o que é realidade, mentira ou oculto.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Equilíbrio distante.



Não eu não estou pronta,mas venha me consumir estranho, porque você está aqui. Não sinto nada, eu só te quero. Não quero nada, eu só sinto tudo por você.

Sabe quando escuta aquela música dedilhada seguida com uma batida? Sabe quando vem aquele vento frio em um dia de verão? Então você não sabe o que eu sinto por você, meu querido estranho.

Eu te entrego então, tudo o que eu quero em dobro. Irá sentir na espinha toda a repulsa que eu sinto por ti,
mas não vai querer desgrudar da pele quente que te esfria.

Quando eu disser que te amo, só me leve no portão e me deixe ir. Se eu disser me deixe ir, me prenda e costure uma teia de confusão. Porque meu amor é estranho. Tão estranho quanto esses sapatos que usa.
Estranho como o xadrez da sua blusa. Estranho como seu corpo magro.

Então, estranho, venha ver, venha ver! O circo esta passando, e eu não quero ficar triste sozinha.
Venha me acolher com sua indiferença. E me expulsar com o seu amor.


[Equilíbrio distante - Brenda Stelys]

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Um sonho canibal.

Ela é uma praga, doença.
Arranca a pele, mas não come a carne.
Porque os seus olhos se viraram pra mim?
Era pequena, careca e me aterrorizava.

Ela é um verme, demônio,
e matou a si mesmo.
Porque os seus olhos viraram pra mim?
Pulou em meu corpo e o sangue não quer mais sair.
Já queimaram minha roupa, mas ele não sai da minha pele.

Ela se acabou, mas não liga.
Só não entendo por que os seus olhos se viraram pra mim.

[Um sonho canibal - Brenda Stelys]

O mesmo pôr do sol

Olho pela janela e que surpresa! Já esta de noite.
Me explique então mestre, o que é o tempo?
Todo o dia já se passou e eu já não me reconheço,
essa expressão de cansaço me confunde.
Me diga mestre, quem sou eu?

Quero ser forte, quero ser cuidadosa,
mas já faz três dias que não arrumo meu quarto,
e nem pretendo fazer isso tão rápido.
Não quero médicos ou remédios.
E a cura nunca veio e nunca vai vim sozinha.
Porém eu sei como são os hospitais e não quero estar neles, de novo.

Meu corpo esta se acabando.
Sim ele esta! Desde que eu nasci ele se acaba,
disso eu me lembro muito bem
do pequeno flagelo.

Me diga mestre, o que é a felicidade?
Não aguento mais olhar para as caras amassadas de manhã,
nem as expressões destruídas a noite.
Estou cansada e não suporto eles.
Me diga mestre, eu serei infeliz sempre?

[O mesmo pôr do sol - Brenda Stelys]